Os Jogos Olimpicos acabaram, e nem precisou muito tempo para ninguem mais falar disso. A imprensa esportiva já nao da mais nenhuma cobertura aos esportes olímpicos, os que se aproveitaram dos jogos para aparecer já não cobram mais ninguém. Os irmãos Falcão já voltaram a treinar, em condições ruins, e com baixos salários, Yane Marques também, assim como Diogo Silva e outros tantos. O que vai mudar? Nada. Ou quase nada, porque os próximos jogos serão no Brasil, e mais investimentos virão, nos atletas de ponta, e mais verba será desviada pelas federações e seus dirigentes corruptos.
O que fazer para melhorar? Na minha opinião existem duas linhas que poderiam ser seguidas. A da China, de criar uma fábrica de medalhas, criar centros de excelencia e dar um incentivo para os jovens de classes sociais baixas irem treinar e terem uma oportunidade na vida ou a dos Estados Unidos, que é a melhor, mas também a mais dificil de ser implantada, que é a escola como base de tudo. Os investimentos seriam mais a longo prazo, mas a sociedade como um todo seria beneficiada, mais pessoas estariam nas escolas, nas universidades, e mesmo que eles nao se tornem atletas de ponta, terão conseguido alguma coisa na vida.
Precisamos dar o primeiro passo, e se o mais fácil for o modelo chines, vamos caminhar na sua direção. Montemos um centro de boxe olimpico na periferia de Salvador, um centro de levantamento de peso em Belém, e outro de atletismo em Campo Grande. Vamos pegar os esportes que mais distribuem medalhas e incentivar as crianças carentes a praticá-los. Com pouco dinheiro isso é possivel. Com muito menos do que as empresas estatais gastam com os esportes que tem mais visibilidade hoje, vôlei, natação e judo, conseguimos fazer algo. Só não podemos deixar como está, esquecer de tudo, e só daqui a quatro anos voltarmos a lamentar durante os quinze dias de jogos, e um mês depois já esquecermos de tudo.
ps. Acabo de ler que a presidenta disponibilizará mais 1bilhao para o projeto top 10 no Rio2016, como eu havia comentado no começo do texto.
Comentarista da ESPN
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
A Involucao do futebol brasileiro.
Já é sabido que o futebol brasileiro não vive um bom momento, e não é de hoje. Nas ultimas duas copas do mundo paramos nas quartas, e com Felipao em 2002 chegamos desacreditados e graças a dois jogadores que fizeram partidas épicas ganhamos.
Existem muitas teorias, entre jornalistas e conversas de botecos, muitos culpam os técnicos das categorias de base, que priorizam a forca física e a estatura dos garotos, em detrimento ao talento. Outros falam da CBF, que geri mal o futebol, atrás apenas de amistosos caca-níqueis e técnicos que convocam por interesses. Alguns ainda culpam os empresários, que com seus poderes, escalam seus jogadores nos grandes clubes, alguns deles de qualidade duvidosa.
Acho que tudo isso e verdade, mas na minha opinião existe um fator maior, que nunca vejo ser abordado quando o assunto vem a tona. O desenvolvimento econômico do pais. O aumento do poder aquisitivo, junto com o advento da tecnologia, diminuiu muito o número de crianças praticando o nosso esporte bretão.
Se procurarmos na nossa memória, nós que estamos na casa dos 30, quando éramos garotos, todos jogávamos bola nos inúmeros "campinhos" espalhados pelas cidades. Não existia diferença de classe social, da classe E a A, o brinquedo sempre mais concorrido era a bola. Jogávamos o dia todo, as vezes nem almoçarmos depois da aula íamos. Hoje vejo no meu filho e em seus coleguinhas, apenas interesse pelos vídeo-games, smartphones, ipads. Não vejo mais nenhum terrão cheio de crianças brincando com uma bola. Não temos nenhuma estátistica desses números, mas é visível, e não pode ser deixada de lado. Em todo o esporte de alto nível, temos que massificar para tirar o talento, e no futebol brasileiro vivemos o processo inverso.
Não precisamos ir muito longe para lembrarmos que em cada grande time europeu tinha um jogador brasileiro, brincávamos de escalar 3, até 4 seleções com condições de fazer bons papéis em uma copa do mundo. Hoje vivemos de uma Neymar dependência, e se nada for feito para melhorarmos, daqui a pouco estaremos como a Argentina, com um craque, alguns bons jogadores, e a 26 anos sem ganhar uma copa.
Existem muitas teorias, entre jornalistas e conversas de botecos, muitos culpam os técnicos das categorias de base, que priorizam a forca física e a estatura dos garotos, em detrimento ao talento. Outros falam da CBF, que geri mal o futebol, atrás apenas de amistosos caca-níqueis e técnicos que convocam por interesses. Alguns ainda culpam os empresários, que com seus poderes, escalam seus jogadores nos grandes clubes, alguns deles de qualidade duvidosa.
Acho que tudo isso e verdade, mas na minha opinião existe um fator maior, que nunca vejo ser abordado quando o assunto vem a tona. O desenvolvimento econômico do pais. O aumento do poder aquisitivo, junto com o advento da tecnologia, diminuiu muito o número de crianças praticando o nosso esporte bretão.
Se procurarmos na nossa memória, nós que estamos na casa dos 30, quando éramos garotos, todos jogávamos bola nos inúmeros "campinhos" espalhados pelas cidades. Não existia diferença de classe social, da classe E a A, o brinquedo sempre mais concorrido era a bola. Jogávamos o dia todo, as vezes nem almoçarmos depois da aula íamos. Hoje vejo no meu filho e em seus coleguinhas, apenas interesse pelos vídeo-games, smartphones, ipads. Não vejo mais nenhum terrão cheio de crianças brincando com uma bola. Não temos nenhuma estátistica desses números, mas é visível, e não pode ser deixada de lado. Em todo o esporte de alto nível, temos que massificar para tirar o talento, e no futebol brasileiro vivemos o processo inverso.
Não precisamos ir muito longe para lembrarmos que em cada grande time europeu tinha um jogador brasileiro, brincávamos de escalar 3, até 4 seleções com condições de fazer bons papéis em uma copa do mundo. Hoje vivemos de uma Neymar dependência, e se nada for feito para melhorarmos, daqui a pouco estaremos como a Argentina, com um craque, alguns bons jogadores, e a 26 anos sem ganhar uma copa.
Pontapé Inicial
Bem vindo a todos que não tiverem nada de melhor para fazer
e quiserem perder alguns minutos lendo o meu primeiro blog.
Estou iniciando no mundo dos blogs, e também no mundo dos
escritores. Gosto muito de ler, e ainda mais de esportes, e é sobre isso que
pretendo escrever a maioria dos meus textos. De vez em quando também falarei
algo sobre livros, filmes e comidas, outras das minhas paixões, além dos meus
dois filhos, da minha esposa, pais, irmãos e alguns poucos, mas bons amigos.
Sou formado em computação pela UFSCar, mas empresário por
obrigação. Ajudo meu pai a administrar os resultados do perfil empreendedor que
ele possui.
Meu sonho é um dia sentar ao lado do PVC e do Juca no Linha
de Passe, apesar de não ser jornalista por formação como eles, acho que um dia
eu chego lá. Estou dando o primeiro passo, sem ele nunca saímos do lugar.
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